Lei deve apressar a solução dos processos de mais de 3 mil crianças brasileiras que aguardam por novas famílias. Só falta a assinatura do presidente Lula para a nova lei entrar em vigor.Lei deve apressar a solução dos processos de mais de 3 mil crianças brasileiras que aguardam por novas famílias. Só falta a assinatura do presidente Lula para a nova lei entrar em vigor.
A jornalista Cristiane Gnone adotou Dudu quando ele tinha apenas 20 dias. De tão encantada, quer repetir a experiência. "Foi maravilhosa, foi tudo de bom por isso que estou querendo até adotar outro e já estou na fila aí um tempinho esperando, né?", diz.
Hoje no Brasil, existem 22.859 candidatos a pais adotivos. Mas apenas 3.519 crianças disponíveis para adoção. Apesar de 80 mil estarem em abrigos.
Muitas crianças chegam aos abrigos ainda pequenas e acabam passando toda a adolescência. Só conseguem sair depois de completar 18 anos. A nova lei quer encontrar uma solução mais rápida para vida dessas crianças.
Os juízes das varas da infância e da juventude passam a ser os responsáveis por elas. A cada seis meses têm de justificar no processo porque as crianças ainda não foram encaminhadas de volta à família de origem e nem foram adotadas.
O prazo máximo para a permanência em abrigos vai ser de dois anos.
Pela nova lei de adoção:
parentes próximos e pessoas com algum tipo de relação com a família de origem terão prioridade;
a idade mínima para adotar passa de 21 para 18 anos;
para mudar o nome, a criança terá de ser ouvida;
os candidatos a pais vão ter que passar por um curso preparatório;
e será incentivada a adoção de crianças mais velhas.
Para o Conselho Nacional dos Direitos da Criança e Adolescente as mudanças vão estimular a adoção por meios legais. "Vai favorecer com que os candidatos procurem a justiça e não procurem mecanismos irregulares para a adoção. Mecanismos informais onde as famílias cedem e entregam os filhos", diz Carmem Oliveira, subscretária de promoção dos direitos da criança e do adolescente.
Para Cristiane, o próximo filho não precisa vir bebezinho. O que importa é ela conseguir adotar de novo. "E eu recomendo todos que estão na dúvida se devem adotar ou não que é uma experiência maravilhosa, não tem diferença nenhuma. O amor é incondicional, é bom demais", finaliza
Matéria do site Jornal Hoje, publicada em 16/07/2009 e retirada do site Jornal Hoje da Rede Globo.